quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A marcha


A sinopse, o resumo, a interpretação. A meia palavra, o intervalo do silêncio. Somos de forma abstrata, tão pouco compreendida, tão pouco preenchida. Intelectos graduados rabiscam, exploram qualquer indício de imaginação.

A marcha é lenta, a disritmia, o descompasso, a cadência, o enredo, todos nos enfream, nos embaraçam. Não sou catálogo, não sou Santo, sou um gaudério pop com ares de rock ‘n’ roll, não muito clássico, não muito punk. Às vezes sou cidade, às vezes sou interior.

Caboclo de pele queimada, mãos rachadas pelas horas. Do relógio os ponteiros me observam, na crua vida que nos cerca, nesses cretinos Ensaios.

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